Antropometria palatina digital em crianças com e sem microcefalia congênita associada à síndrome do zika vírus
DOI:
https://doi.org/10.4322/bds.2026.e4987Resumo
Objetivo: Comparar digitalmente a antropometria linear e angular palatina em crianças com e sem microcefalia congênita associada à síndrome do zika. Material e Métodos: Trinta e oito modelos dentários digitalizados foram divididos em dois grupos: grupo microcefalia congênita associada à síndrome do zika vírus (CZS) e grupo controle (sem anomalia craniofacial). Foram realizadas as seguintes medidas lineares e angulares: distância intersegmentar anterior esquerda (I-C’) e direita (I-C), comprimento intersegmentar anterior-posterior esquerda (I-T’) e direita (I-T), distância intercaninos (C-C’), distância intertuberosidade (T-T’); ângulo canino decíduo esquerdo (T’C’I) e direito (ICT) e ângulo interincisivo (C’IC). Coeficiente de correlação intraclasse, teste de Mann-Whitney, teste T independente e correlação de Pearson foram usados para análise estatística com α = 5%. Resultados: No grupo CZS, a medida da intertuberosidade (T-T’) dos meninos foi estatisticamente maior na comparação com as meninas (p = 0,0496). A correlação intergrupo mostrou forte correlação no grupo CZS para I-C’ vs. C’-C (r = 0,919) e no grupo controle para I-C’ vs. C’-C (r = 0,846), I-C vs. C’-C (r = 0,847) e T-T’ vs. I-T (r = 0,722). As médias dos ângulos T’C’I e ICT foram maiores no grupo CZS (p = 0,0016 e p = 0,0313, respectivamente), enquanto a medida C’IC foi maior no grupo controle (p = 0,0008). Enquanto, as medidas lineares não apresentaram diferença estaticamente significante (p>0,05). Conclusão: Crianças com microcefalia associada à síndrome congênita do Zika apresentaram tendência ao estreitamento palatino anterior em comparação com crianças sem anomalias craniofaciais, sugerindo a necessidade de expansão palatina precoce.
PALAVRAS-CHAVE
Antropometria; Arco dental; Imageamento tridimensional; Microcefalia; Zika vírus.
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