Efeito do envelhecimento mecânico na resistência de união à dentina de materiais CAD/CAM

Autores

  • Thaís Bulzoni Branco Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Departamento de Odontologia Restauradora. Piracicaba, SP, Brazil https://orcid.org/0009-0008-8936-9002
  • Waldemir Francisco Vieira Junior Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Departamento de Odontologia Restauradora. Piracicaba, SP, Brazil https://orcid.org/0000-0001-8226-3100
  • Débora Alves Nunes Leite Lima Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Departamento de Odontologia Restauradora. Piracicaba, SP, Brazil https://orcid.org/0000-0001-5457-3347
  • Giselle Maria Marchi Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Departamento de Odontologia Restauradora. Piracicaba, SP, Brazil https://orcid.org/0000-0002-0945-1305
  • Klaus Rischka Fraunhofer Institute for Manufacturing Technology and Advanced Materials, Department of Adhesive Bonding and Surface Technology. Bremen, Germany https://orcid.org/0000-0003-3427-4037
  • Flávio Henrique Baggio Aguiar Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Departamento de Odontologia Restauradora. Piracicaba, SP, Brazil https://orcid.org/0000-0003-3389-5536

DOI:

https://doi.org/10.4322/bds.2026.e5173

Resumo

Objetivo: Avaliar a resistência de união de diferentes materiais CAD/CAM à dentina com e sem o envelhecimento mecânico. Material e Métodos: Sessenta espécimes de dentina humana (4 mm de altura) foram utilizados, sobre os quais blocos (4 mm de altura) dos seguintes materiais foram cimentados: fibra de vidro (FC; FIBER CAD; Angelus), compósito vitrocerâmico (BB; Brava Block; FGM) e poliéter-éter-cetona (PK; PEEK; JUVORA). Metade dos espécimes de cada material foi submetida ao envelhecimento mecânico (n = 10). Em seguida, palitos (1 × 1 mm) foram preparados e submetidos ao teste de microtração (MPa). Depois, o padrão de fratura foi avaliado com lupa estereoscópica (50×). Além disso, utilizou-se um microscópio eletrônico de varredura. Os dados foram analisados por meio de um modelo linear generalizado e do teste exato de Fisher (α = 0,05). Resultados: BB apresentou os maiores valores de resistência de união (28,39 ± 7,49 MPa sem envelhecimento; 29,89 ± 7,28 MPa com envelhecimento), enquanto o FC apresentou os menores (18,18 ± 5,26 MPa sem envelhecimento; 18,46 ± 2,73 MPa com envelhecimento) (ρ < 0,05), independentemente do envelhecimento. O PK apresentou valores intermediários (24,73 ± 5,17 MPa sem envelhecimento; 21,89 ± 7,41 MPa com envelhecimento). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre as condições com e sem envelhecimento mecânico (ρ > 0,05). Conclusão: Dentro das limitações deste estudo in vitro, o tipo de material influenciou o desempenho adesivo, enquanto o envelhecimento não afetou a resistência de união. FC apresentou a menor resistência de união, com aumento de falhas adesivas após o envelhecimento.

PALAVRAS-CHAVE

Adesão; Cerâmicas; Resinas compostas; Design assistido por computador; Polímeros.

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Publicado

2026-08-14

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa Clínica ou Laboratorial

Como Citar

1.
Branco TB, Vieira Junior WF, Lima DANL, Marchi GM, Rischka K, Aguiar FHB. Efeito do envelhecimento mecânico na resistência de união à dentina de materiais CAD/CAM. BDS [Internet]. 14º de agosto de 2026 [citado 15º de agosto de 2026];29:e5173. Disponível em: https://ojs.ict.unesp.br/index.php/cob/article/view/5173