Efeito do envelhecimento mecânico na resistência de união à dentina de materiais CAD/CAM
DOI:
https://doi.org/10.4322/bds.2026.e5173Resumo
Objetivo: Avaliar a resistência de união de diferentes materiais CAD/CAM à dentina com e sem o envelhecimento mecânico. Material e Métodos: Sessenta espécimes de dentina humana (4 mm de altura) foram utilizados, sobre os quais blocos (4 mm de altura) dos seguintes materiais foram cimentados: fibra de vidro (FC; FIBER CAD; Angelus), compósito vitrocerâmico (BB; Brava Block; FGM) e poliéter-éter-cetona (PK; PEEK; JUVORA). Metade dos espécimes de cada material foi submetida ao envelhecimento mecânico (n = 10). Em seguida, palitos (1 × 1 mm) foram preparados e submetidos ao teste de microtração (MPa). Depois, o padrão de fratura foi avaliado com lupa estereoscópica (50×). Além disso, utilizou-se um microscópio eletrônico de varredura. Os dados foram analisados por meio de um modelo linear generalizado e do teste exato de Fisher (α = 0,05). Resultados: BB apresentou os maiores valores de resistência de união (28,39 ± 7,49 MPa sem envelhecimento; 29,89 ± 7,28 MPa com envelhecimento), enquanto o FC apresentou os menores (18,18 ± 5,26 MPa sem envelhecimento; 18,46 ± 2,73 MPa com envelhecimento) (ρ < 0,05), independentemente do envelhecimento. O PK apresentou valores intermediários (24,73 ± 5,17 MPa sem envelhecimento; 21,89 ± 7,41 MPa com envelhecimento). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre as condições com e sem envelhecimento mecânico (ρ > 0,05). Conclusão: Dentro das limitações deste estudo in vitro, o tipo de material influenciou o desempenho adesivo, enquanto o envelhecimento não afetou a resistência de união. FC apresentou a menor resistência de união, com aumento de falhas adesivas após o envelhecimento.
PALAVRAS-CHAVE
Adesão; Cerâmicas; Resinas compostas; Design assistido por computador; Polímeros.
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