Reflexões sobre o cuidado e a formação profissional na Odontologia transinclusiva: desafios no cenário brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.4322/bds.2026.e5056Resumo
Contexto: A população transgênero enfrenta uma estigmatização e patologização históricas de suas identidades de gênero, o que afeta negativamente seu acesso a cuidados de saúde dignos. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro defenda a assistência gratuita e universal, barreiras sistêmicas ainda dificultam a prestação de cuidados dignos e abrangentes às pessoas transgênero. Objetivo: Discutir brevemente os desafios da prática odontológica inclusiva para pessoas trans, desde atualizações terminológicas até a identificação de lacunas nas competências técnicas e clínicas aplicadas. Método: Esta carta concentrou-se no panorama atual da formação odontológica, nas barreiras à prática clínica e nas necessidades estruturais para a prestação de atendimento adequado à população transgênero. Resultados: A discussão destaca a necessidade urgente de atualizar a formação odontológica por meio da revisão dos currículos do ensino superior e da implementação de programas de educação continuada. Essas estratégias educacionais devem priorizar o treinamento abrangente sobre as singularidades de transgêneros e abordar aspectos técnicos específicos da saúde bucal dessas pessoas. Conclusão: Garantir atendimento odontológico humano e tecnicamente adequado para pessoas transgênero requer reformas educacionais que capacitem os profissionais a superar as lacunas clínicas e terminológicas existentes.
PALAVRAS-CHAVE
Educação em saúde bucal; Odontologia; Humanização da assistência; Saúde bucal; Transgêneros.
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Copyright (c) 2026 Victoria Geisa Brito de Oliveira, Fernanda Alves Feitosa, Leonardo Lemos de Souza, Mônica Ghislaine Oliveira Alves

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