Reflexões sobre o cuidado e a formação profissional na Odontologia transinclusiva: desafios no cenário brasileiro

Autores

  • Victoria Geisa Brito de Oliveira Universidade Estadual Paulista, Instituto de Ciência e Tecnologia, Departamento de Biociências e Diagnóstico Bucal, São José dos Campos, SP, Brazil. https://orcid.org/0009-0008-4894-0655
  • Fernanda Alves Feitosa Universidade Estadual Paulista, Instituto de Ciência e Tecnologia, Departamento de Odontologia Social e Clínica Infantil, São José dos Campos, SP, Brazil. https://orcid.org/0000-0003-0648-5988
  • Leonardo Lemos de Souza Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, São José do Rio Preto, SP, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-3331-1847
  • Mônica Ghislaine Oliveira Alves Universidade Estadual Paulista, Instituto de Ciência e Tecnologia, Departamento de Biociências e Diagnóstico Bucal, São José dos Campos, SP, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-3411-9443

DOI:

https://doi.org/10.4322/bds.2026.e5056

Resumo

Contexto: A população transgênero enfrenta uma estigmatização e patologização históricas de suas identidades de gênero, o que afeta negativamente seu acesso a cuidados de saúde dignos. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro defenda a assistência gratuita e universal, barreiras sistêmicas ainda dificultam a prestação de cuidados dignos e abrangentes às pessoas transgênero. Objetivo: Discutir brevemente os desafios da prática odontológica inclusiva para pessoas trans, desde atualizações terminológicas até a identificação de lacunas nas competências técnicas e clínicas aplicadas. Método: Esta carta concentrou-se no panorama atual da formação odontológica, nas barreiras à prática clínica e nas necessidades estruturais para a prestação de atendimento adequado à população transgênero. Resultados: A discussão destaca a necessidade urgente de atualizar a formação odontológica por meio da revisão dos currículos do ensino superior e da implementação de programas de educação continuada. Essas estratégias educacionais devem priorizar o treinamento abrangente sobre as singularidades de transgêneros e abordar aspectos técnicos específicos da saúde bucal dessas pessoas. Conclusão: Garantir atendimento odontológico humano e tecnicamente adequado para pessoas transgênero requer reformas educacionais que capacitem os profissionais a superar as lacunas clínicas e terminológicas existentes.

PALAVRAS-CHAVE

Educação em saúde bucal; Odontologia; Humanização da assistência; Saúde bucal; Transgêneros.

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Publicado

2026-10-09

Edição

Seção

Carta ao Editor

Como Citar

1.
Oliveira VGB de, Feitosa FA, Souza LL de, Alves MGO. Reflexões sobre o cuidado e a formação profissional na Odontologia transinclusiva: desafios no cenário brasileiro. BDS [Internet]. 9º de outubro de 2026 [citado 12º de outubro de 2026];29:e5056. Disponível em: https://ojs.ict.unesp.br/index.php/cob/article/view/5056

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