Condicionamento da superfície de resina epóxi reforçada com fibra de vidro: qual protocolo proporciona resistência de união e características de superfície comparáveis à dentina humana?

Autores

  • Fernanda Dalla-Nora Universidade Federal de Santa Maria, Faculdade de Odontologia, Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas. Santa Maria, RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-0885-7805
  • Lucas Saldanha da Rosa Universidade Federal de Santa Maria, Faculdade de Odontologia, Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas. Santa Maria, RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-2159-3787
  • Gabriela Carrão Aragonez Universidade Federal de Santa Maria, Faculdade de Odontologia, Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas. Santa Maria, RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0001-8262-3452
  • Gabriel Kalil da Rocha Pereira Universidade Federal de Santa Maria, Faculdade de Odontologia, Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas. Santa Maria, RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-9077-9067
  • Luiz Felipe Valandro Universidade Federal de Santa Maria, Faculdade de Odontologia, Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas. Santa Maria, RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0001-7203-6924
  • Marília Pivetta Rippe Universidade Federal de Santa Maria, Faculdade de Odontologia, Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas. Santa Maria, RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0003-2466-4365

DOI:

https://doi.org/10.4322/bds.2026.e5242

Resumo

Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar qual protocolo de condicionamento de superfície permite que a resina epóxi reforçada com fibra de vidro (GFRER), utilizada como análogo de dentina, apresente valores de resistência de união ao microcisalhamento (μSBS), rugosidade superficial e ângulo de contato comparáveis aos da dentina humana. Material e Métodos: Espécimes de dentina humana foram utilizados como grupo de referência (DENT), enquanto fatias de GFRER foram distribuídas em cinco protocolos de condicionamento superficial: sem condicionamento (CTR), ácido fluorídrico a 5% (HF5), ácido fluorídrico a 10% (HF10), ácido fosfórico a 37% (H3 PO4 ) ou jateamento com partículas de óxido de alumínio de 110 µm (AA). Treze espécimes de substrato foram incluídos em cada grupo (n = 13). Cinco cilindros de cimento resinoso foram confeccionados sobre cada espécime, que posteriormente foram submetidos a 12.000 ciclos térmicos. O valor de resistência de união de cada espécime foi calculado como a média dos cinco cilindros. Os dados foram analisados por ANOVA 1 fator e teste post hoc de Tukey (α = 0,05). O padrão de falha, rugosidade superficial e ângulo de contato também foram avaliados. Resultados: Nenhum grupo GFRER diferiu do DENT em μSBS (9,2 ± 3,1 MPa; p > 0,05). Entre os grupos GFRER, HF5 (12,3 ± 2,0 MPa) apresentou maior μSBS que CTR (8,2 ± 3,6 MPa) e HF10 (8,6 ± 3,3 MPa) (p < 0,05). Falhas adesivas predominaram. CTR e H3 PO4 foram as únicas condições de GFRER que apresentaram rugosidade e ângulo de contato estatisticamente semelhantes ao DENT. A topografia superficial foi modificada por todos os protocolos de condicionamento. Conclusão: A GFRER apresentou μSBS comparável à dentina humana independentemente do protocolo de condicionamento. CTR e H3 PO4 produziram resultados relacionados à superfície mais semelhantes ao DENT.

PALAVRAS-CHAVE

Adesão dentária; Dentina; Resinas epóxi; Resistência ao cisalhamento; Molhabilidade.

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Publicado

2026-10-05

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa Clínica ou Laboratorial

Como Citar

1.
Dalla-Nora F, Rosa LS da, Aragonez GC, Pereira GK da R, Valandro LF, Rippe MP. Condicionamento da superfície de resina epóxi reforçada com fibra de vidro: qual protocolo proporciona resistência de união e características de superfície comparáveis à dentina humana?. BDS [Internet]. 5º de outubro de 2026 [citado 7º de outubro de 2026];29:e5242. Disponível em: https://ojs.ict.unesp.br/index.php/cob/article/view/5242

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